Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014
23.01.2014 - Por Fora de Série, às 17:18

 

Três anos de trabalho volvidos e um investimento de mais de 262 mil euros, o Salão Nobre, as Escada das Cabaças e a sala da entrada do Palácio da Pena (re)abrem restaurados (foto em cima). O projecto implicou a reabilitação das infra-estruturas, a recuperação do pavimento e o restauro de madeiras e estuques, lustres, vitrais e mobiliário – uma encomenda especial do rei D. Fernando –, porcelanas e peças em reserva. E teve o apoio de consultores e do Instituto José de Figueiredo, de forma a apresentar o Salão tal como era nos seus tempos de glória.

Fruto do génio criativo de D. Fernando II, príncipe de Saxe-Coburgo e Gotha e rei consorte da Rainha D. Maria II, o Palácio da Pena e o Parque são os exemplares mais importantes do Romantismo do séc. XIX, em Portugal. Além de importantes referências arquitectónicas ao estilo manuelino e ao mourisco, cujo resultado é um cenário de “contos de fadas”. Iniciado a partir de 1839, no que restava de um antigo Mosteiro Jerónimo erigido no século XVI por D. Manuel I, e uma vez que os espaços exíguos não permitiam ter grandes salas, D. Fernando decide mandar construir uma ala nova a Sul. O Palácio Novo, cujo espaço principal de recepção era o Salão Nobre, ganha acesso pela Escada das Cabaças. Pouco antes do casamento com a Condessa d’Edla, o Rei redecora o salão. Com novo mobiliário, luminárias, têxteis e uma mesa de bilhar. Anos mais tarde, a antiga residência real é adaptada a museu e alterada a decoração, nomeadamente com peças provenientes de doações particulares e depósitos de outros museus e palácios (foto em baixo). O Salão Nobre recuperou agora a aura original. CSB