Quarta-feira, 9 de Abril de 2014
09.04.2014 - Por Fora de Série, às 11:29
Fotografia de Paula Nunes
 

O grupo Esporão, detido pela família Roquette, vai construir um hotel na sua propriedade no Alentejo, projecto que irá alargar a oferta na área do enoturismo, até agora muito centrada na vertente gastronómica. "Estamos a projectar um hotel no Esporão", um investimento que "está quase a ficar no papel", disse ao Diário Económico João Roquette (na foto em cima), presidente-executivo da empresa.
Sem avançar pormenores, uma vez que o projecto está numa fase muito inicial, João Roquette acredita que dentro de dois anos o hotel deverá estar operacional. A unidade irá ter 25 quartos.
Quando esta primeira experiência estiver no terreno, o grupo equaciona também avançar com um projecto semelhante no Douro, precisamente na Quinta dos Murças (na foto em baixo), adquirida em 2008. A propriedade conta com um edifício do século XIX – o Convento de Vale da Figueira – que Roquette admite: "Gostaríamos de recuperar para turismo". O projecto é para avançar quando a marca Quinta dos Murças estiver mais consolidada no mercado.
Para já, a empresa está a recuperar uma adega no Alentejo para os vinhos topo de gama, que irá aumentar a capacidade de vinificação de 40 mil para 500 mil litros. A adega terá a particularidade de assumir a construção tradicional alentejana, utilizando para isso materiais como terra, taipa e barro. O investimento é da ordem dos 500 mil euros.

 


No Douro, o grupo investiu também 1,5 milhões na renovação da adega existente, que responde agora por uma capacidade de 250 mil litros. Segundo João Roquette, o Esporão aguarda há três anos as devidas autorizações da Câmara da Régua para recuperar a casa da Quinta dos Murças, um investimento de 400 mil euros, que servirá para receber clientes, fazer provas, instalar serviços e que contará com oito quartos. O mesmo responsável acredita que talvez este ano possa avançar com a obra.
O grupo registou no ano passado um volume de negócios de 40 milhões de euros, com 65% das vendas a serem geradas nos mercados externos. Os vinhos são distribuídos em 50 países. João Roquette prevê para o actual exercício um crescimento de 5%, ou seja, atingir uma facturação de 42 milhões. Esta estimativa "já reflecte o ponto de viragem do mercado nacional e um crescimento no internacional, mas com um ritmo menos acelerado" que nos últimos anos, adiantou. Sónia Santos Pereira