
Arte de grande expressão na segunda metade do século XVIII, a falcoaria regressa ao Palácio de Queluz já a partir de amanhã, para recordar os tempos em que a Casa Real portuguesa detinha as aves de caça mais raras e cobiçadas da Europa, algumas destas oriundas de lugares distantes – como as que foram oferecidas pelos reis da Dinamarca ou pelo Grão-mestre da Ordem de Malta.

Em memória desses tempos imemoriais esta velha arte de caça irá animar os jardins de Queluz integrada num programa vasto que inclui ainda a visita guiada às instalações das aves e uma exposição sobre falcoaria. E são várias as espécies que podem ser apreciadas aqui: não apenas falcões, mas também águias, e algumas espécies de rapinas noturnas, como o bufo-real, por exemplo. São aves de rapina reproduzidas em cativeiro que, a partir de amanhã, poderão ser observadas no seu local de repouso, junto à cafetaria do jardim (recentemente reaberta) e ainda posar para as fotografias dos mais temerários, que as podem segurar no punho, naturalmente com a devida luva de couro calçada e sempre acompanhados pelos falcoeiros.

Finalmente, os visitantes terão ainda a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos históricos sobre esta arte centenária através de uma exposição temática que aborda várias características da falcoaria, como sejam a sua classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade, as suas origens, a sua História e evolução, bem como alguns aspetos ecológicos associados, a morfologia das aves, as técnicas de adestramento e as múltiplas tradições a elas associadas. O programa “Falcoaria nos jardins do Palácio de Queluz” decorre entre hoje e domingo a partir das 12h. IQ
