À terceira foi de vez. As noites de copos e substâncias em excesso de John Galliano, director criativo da Dior, acabaram em prisão, humilhação pública e despedimento. As coisas já estavam tremidas desde que foi revelado, na sexta-feira, dia 25 de Fevereiro, que o designer britânico tinha sido preso num bar depois de ter proferido comentários anti-semitas contra um casal presente. A Dior, detida pelo grupo LVMH, reagiu de imediato com a suspensão do seu criativo. Só que uma desgraça nunca vem só, e acontece que Galliano já era reincidente na matéria. No sábado, 26, apareceu uma nova queixa, relativa a um comportamento semelhante, que desta vez remontava ao mês de Outubro. E na segunda veio o golpe final: um vídeo que apanhava o 'enfant terrible' da moda britânica a dizer que amava Hitler correu mundo e os senhores da casa Dior acharam por bem acabar com a confusão. Galliano foi despedido. A amiga e modelo também britânica Kate Moss já veio em seu socorro, convidando-o a fazer o seu vestido de noiva.
Já a ecentemente oscarizada Natalie Portman - o rosto de um dos perfumes da casa Dior -, também ela de ascendência judia, mostrou-se "chocada e desgostosa", afirmando não querer, de forma alguma, voltar a estar associada a John Galliano.
Em plena Semana da Moda de Paris, ainda não é certo que o desfile da Dior, marcado para sexta-feira, dia 4, aconteça. E, a 'million dollar question' mantém-se: quem terá ombros para encher o casaco Dior deixado ao abandono por Galliano? RIN
