Quinta-feira, 14 de Junho de 2012
14.06.2012 - Por Fora de Série, às 16:58

 

Conquistaram o mundo com o seu 'brazilian spirit'. São ‘cool’, confortáveis, coloridas e muuuuuito casual. Nasceram em 1962, inspirados nos ‘zori’ japoneses, chinelos de enfiar no dedo (inspiração que ainda hoje mantêm, com o granulado de arroz que apresentam na sola). Mas estes eram feitos 100% de borracha e, no início eram como o VW “Carocha”, o carro do povo: eram os chinelos do povo. A classe trabalhadora brasileira rendeu-se ao conforto dos chinelos baratos de tiras azuis, longe de imaginar que, anos mais tarde, a moda chegaria a Hollywood.

Mas isso aconteceu por acaso, como a maioria das invenções da humanidade. Um lote destes chinelos originais, que deveria ser produzido na sua cor original, o azul, acabou por sair verde devido a um problema técnico. Em vez de entrar em pânico, a Havaianas ouviu. E começou toda uma nova era da marca. A era das Havaianas de várias cores: amarelo, verde, encarnado e preto. O sucesso foi imediato e o cliente Havaianas nunca mais dispensou a presença da cor nos seus chinelos preferidos.  

 

 

Nos anos 80, as Havaianas chegaram a ser consideradas um “produto de primeira necessidade” pelo Governo brasileiro, que começou a fiscalizar o seu preço. Vendiam-se em drogarias e supermercados, em sacos de plástico, mas nem isso fez com que não fossem ‘bestsellers’.

 

 

O desafio seguinte foi conquistar a classe média. Foi nos anos 90 e isso foi possível através da diferenciação do produto. Mais cores e modelos foram criados. Nasceu a linha Top, a primeira extenção do produto em 32 anos. E, de repente, a Havaianas passou de marca de simples chinelo de praia a símbolo de um estilo de vida casual, positivo, inovador e divertido. A publicidade ajudou, com as suas campanhas irreverentes e plenas de cor. E abriram-se assim as portas ao mundo através do ‘slogan’ “Havaianas, todo o mundo usa”. Hoje não há quem vá ao brasil que não traga vários pares de encomendas de Havaianas, apesar de a marca estar bem difundida, com lojas e espaços de venda em todo o mundo, até internet e redes sociais.

 

 

Cinquenta anos e várias linhas depois – até de botas para a chuva -, a Havaianas percorreu cada tom do arco-íris e desdobrou-se em criatividade, oferecendo personalização e convidando para colaborações alguns dos designers mais famosos – exemplo: Celine (2004), H. Stern (2004), Paul & Joe (2010), Marimekko (2010), Missoni (2011/12) – que tornaram a Havaianas, com estas edições especiais e limitadas, ainda mais apetecível.

206 milhões de pares são produzidos por ano, no Brasil, em Campina Grande. A marca tem direito a concept store e tudo, no coração do luxo de São Paulo,  na Rua Oscar Freire. Haverá maior consagração para os chinelos revolucionários que não suam, não escorregam, não têm cheiro, não aquecem, são resistentes, suaves e confortáveis?

E, para celebrar este aniversário redondo, a marca lança uma edição limitada de chinelos, com apenas 50 mil pares produzidos, e que cuja venda reverterá para a UNICEF. RIN

 

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