Terça-feira, 5 de Junho de 2012
05.06.2012 - Por Fora de Série, às 16:23

 

O grupo italiano Armani está a considerar a possibilidade de vir a ser controlado por uma fundação formada pelos herdeiros e colaboradores próximos do fundador da marca. Esta decisão, que visa garantir a independência da empresa, foi confirmada pelo próprio Giorgio Armani, numa entrevista publicada recentemente pelo “Corriere Della Serra”.

Com o firme objectivo de proteger o seu património da cobiça dos grandes grupos de luxo mundiais ou das consequências de uma entrada em bolsa, o patrão da Armani anunciou ter já “iniciado uma reestruturação importante, a pensar no futuro da empresa” e que “o apoio externo de uma fundação irá garantir que o grupo seja gerido pelas pessoas designadas”, entenda-se: a família. “Ceder o grupo a um fundo de investimento que o irá vender ao fim de dois anos? Ou a um privado que acha que pode lidar com artigos de vestuário como se fossem automóveis? Isso não me interessa”, disse Giorgio Armani ao jornal italiano.

O fundador da Armani, que se prepara para fazer 78 anos no próximo mês, nunca escondeu o seu empenho em manter o controlo do grupo, o que tem acontecido até hoje graças a uma sólida liquidez financeira e a um crescimento saudável e constante. Só em 2011, o grupo Armani conseguiu um volume de negócios anual de 1,8 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 14% face exercício fiscal anterior.

Esta preocupação de criar mecanismos de defesa para manter o controlo empresarial não é uma novidade, particularmente entre os grandes grupos de cariz familiar. Recorde-se o caso da Hermès que, em Setembro do ano passado, venceu uma batalha judicial contra a LVMH, depois do Tribunal de Paris lhe ter dado luz verde para criar uma ‘holding’ com mais de 50% do capital da empresa. IQ

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