Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014
17.12.2014 - Por Fora de Série, às 10:30

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Rafael Artero acompanha a Pantene há uma dezena e meia de anos. Além de trabalhar com cabelos e ter um conhecimento profundo de tricologia, desempenha o papel de formador do público em geral. Rafael Artero esteve na Pantene Repair Pop Up Store, em Madrid, onde falou com a Fora de Série sobre alguns dos mitos que existem acerca do cuidado do cabelo.

 

O que é um ‘shampunier’?

É uma personagem que a Pantene criou há 15 anos. Eu fui o primeiro. A marca apercebeu-se de que as pessoas cometiam muitos erros e sentiu a necessidade de explicar o que é uma lavagem de cabeça, uma hidratação, qual é a rotina do cabelo... Um ‘sommelier’ é um ‘expert’ em vinhos, assim como um ‘shampunier’ é um ‘expert’ no cuidado de cabelo.

Existe também uma ciência chamada tricologia…

A tricologia é o estudo do cabelo. Tem em conta muitos factores, nomeadamente hormonais, alimentares e ambientais. Para se ser ‘shampunier’ é preciso ter conhecimentos de tricologia.

Existem mitos sobre o cuidado do cabelo?

Sim. Que faz mal lavar o cabelo todos os dias. Se eu tropeçar a descer as escadas, o problema não é das escadas. Pelo contrário, o exercício até faz bem à circulação. O acto de lavar a cabeça, em si, não faz mal. Faz mal se o fizer incorrectamente. Se usar um shampô inadequado, se esfregar o cabelo, se utilizar ferro a secar…

Não se deve esfregar o cabelo?

Não. O que lava é o champô. Os dedos só têm de reparti-lo pelo cabelo inteiro. Esfregar causa o efeito contrário – produz mais oleosidade.

 




Domingo, 4 de Março de 2012
04.03.2012 - Por Fora de Série, às 09:00

 

Um ano passou num abrir e fechar de olhos. A percorrer as notícias que foram alimentando o blogue ao longo do último ano, ficamos com a sensação de que foi ontem que escrevemos aquilo, como a história de Marc Jacobs na Dior que publicámos, aqui, em Agosto de 2011. Mês de férias por excelência em Portugal, mas nem por isso assim tão fraco em informação, pelo menos nos mercados internacionais. Foi nessa altura que o suspense estava no ar com a possível entrada de Jacobs na Dior depois da saída polémica de John Galliano. Mas os meses foram passando e o gigante francês LVMH continua até hoje sem preencher este lugar tão apetecível no mercado do luxo. Continua tudo em aberto, com Jacobs à frente da Louis Vuitton, da mesma casa francesa.

Mas a FS andou um pouco por todo o lado neste último ano e entre notícias de estratégia de negócio, novas lojas, tendências e curiosidades do mercado do luxo, a verdade é que correu mundo. Esta é uma pequena visita de estudo pelo blogue para quem tem andado distraído e ainda não ‘linkou’ a nossa página.

 

Março 2011

Dia 30 de Março foi o dia em que o blogue teve mais visitas, num total de 3160. Numa altura em que era impossível fugir do caos provocado pelo tsunami no Japão, acompanhávamos, aqui, o que as marcas, como a Hackett, faziam num gesto da solidariedade. Esta marca que tinha aberto há dois anos a sua primeira loja no Japão, criou um pólo de edição limitada, a que chamou “Hope”, cujos lucros foram doados à “Japan Society Tohoku Earthquake Relief Fund”. 

 

Abril 2011

E no mês seguinte temos casamento real em Inglaterra. Seria incontornável falar das peças da Cartier. A empresa joalheira abastece reis e rainhas desde 1847. E no que diz respeito à casa real britânica, a Cartier faz parte da sua história, mesmo desde o tempo em que Eduardo VII, príncipe de Gales, ainda não era rei. Neste mês o grupo Salvatore Ferragamo, fundado pelo designer de sapatos com o mesmo nome em 1927, fez o pedido de entrada em bolsa de Milão. Hoje, a entrada em bolsa justifica-se pelo próprio império criado. Ferragamo há muito que deixou de ter apenas sapatos, mas também roupa e acessórios de moda, com 578 lojas no mundo. A família Ferragamo continua a controlar o negócio, embora tenha cedido, em Março de 2011, 8% do capital ao empresário de Hong Kong, Peter Woo.

E na Estée Lauder, a saída de Aerin Lauder (neta da fundadora, Estée Lauder) da Vice-Presidência para abrir o seu negócio de 'lifestyle', veio provocar algum alvoroço. Mas rapidamente se ficou a saber que Aerin continua ligada ao grupo, como Style and Image Director e consultora criativa da marca fundada pela avó.

 

Maio 2011

Muita coisa pode ter mudado a partir de Maio de 2011, pelo menos para os fãs da Aston Martin. A famosa construtora de carros britânica ficou ainda mais famosa desde que passou a posicionar-se no mercado de viagens de luxo. Há uma praia Aston Martin, um campo de golfe Aston Martin , uma marina Aston Martin. O 'portfólio' de destinos inclui apartamentos, ‘villas’, hotéis e clubes desportivos.

Em França, a também famosa Ladurée, pelos seus macarons – feitos à base de merengue de claras de ovo com amêndoas e açúcar, recheados com um creme de manteiga com sabores tão variados como caramelo, pistáchio, limão, flor de laranjeira, chocolate, violeta, framboesa, entre muitos outros – decidiu partir para os 'states', e preparava-se para a abertura da primeira loja em Nova Iorque (Madison Avenue), o que acabou por acontecer em Julho.

 

Junho 2011

No início do Verão falava-se na entrada da Prada na bolsa de Hong Kong. Não é preciso justificar a apetência do mercado asiático pelo luxo e o grupo italiano, mesmo assim, conseguiu surpreender na sessão de abertura a valorizar nos 39,6 dólares de Hong Kong (3,56 euros). Na altura, Patrizio Bertelli, CEO da Prada, enaltecia o facto de serem “o primeiro grupo de luxo italiano a cotar-se aqui e isso é um evento marcante para a Bolsa de Hong Kong”, com a certeza de que “o mercado chinês vai ser muito interessante para as marcas de lux".

Não podemos deixar de recordar o momento em que Donnatella Versace assinou contrato com a H&M como ‘guest designer’. Todos os anos a cadeia sueca convida um designer ou marca para criar uma linha para ser vendida nas lojas da marca. E esta colecção com a assinatura Versace fez as delícias dos consumidores portugueses quando chegou em Novembro.

 

Julho 2011

“Flowers” foi o quadro pintado por Andy Warhol em 1978 e vendido por 1.322.500 dólares (914.617 euros) num leilão que decorreu entre 13 e 20 de Julho organizado pela Artnet, a maior rede internacional de arte online. O preço mais elevado alguma vez pago por uma obra de arte leiloada online. A obra de Warhol fazia parte, desde 1995, de uma colecção privada alemã e foi comprada por um coleccionador norte-americano.

Em Itália falava-se, nesta altura, da moda dos cafés e restaurantes associados a grandes nomes da moda, como Armani Café, bar Martini Dolce & Gabbana ou Marc Jacobs Café. Está tudo em Milão nas melhores zonas da cidade. São lojas com bar aberto, onde a arquitectura e a decoração têm um papel fundamental ou não estivéssemos a falar da cidade da moda.

A Louis Vuitton já tinha, entretanto, lançado as malas de viagem personalizadas e preparava-se para lançar sapatos por medida. Fabricados em Itália, na fábrica de Fiesso d’ Artico, são seis modelos diferentes, com variantes que passam pelas palmilhas, os couros, as cores e os materiais.

 

Agosto 2011

Até que ponto se pode ser dono de uma cor? É a pergunta que todos fizeram ao saber da polémica lançada pelo designer de sapatos Christian Louboutin mantém acesa uma disputa judicial contra a Yves Saint Laurent por causa das suas solas encarnadas (Pantone nº18-1663 TP, também conhecida por "Chinese Red"). Esta é a imagem de marca de Louboutin, que este reclama ter patenteado em 2008 e que a YSL alegadamente "violou" ao aplicar solas encarnadas em sapatos da Cruise Colection de 2011.

 

Setembro 2011

O grupo LVMH anunciava que a Bulgari passa a fazer parte do grupo, depois da Operação Pública de Aquisição lançada, em Julho passado, sobre 31,31% do capital do joalheiro italiano, tendo em conta a participação detida desde Março pela LVMH e somando-lhes as acções adquiridas à margem da OPA, a totalidade do capital da Bulgari actualmente na posse do grupo liderado por Bernard Arnault é de 98,09%. Esta operação estratégica permitiu ao grupo francês duplicar o seu negócio no mundo da relojoaria e da joalharia.

Por cá, em Portugal, a decoradora Gracinha Viterbo ganhava, pelo segundo ano consecutivo, o prémio Melhor Projecto de Luxo Residencial, na competição europeia dos ‘Óscares’ do imobiliário International Property Awards – um dos mais prestigiados galardões internacionais que distingue os melhores profissionais do mundo. E o prémio ficou a dever-se ao projecto de recuperação total de um palacete no Norte de Portugal e valida o passaporte para outra competição internacional, de onde sairá o melhor do mundo em cada categoria.

 

Outubro 2011

Os japoneses marcaram pela primeira vez presença no o 17º Salon du Chocolat, em Paris. E já não seria de esperar outra coisa conhecendo-lhe a obsessão pelo perfeccionismo em tudo aquilo que fazem. Mesmo que se tenham inspirado no Ocidente, os chocolates oriundos do Império do Sol Nascente foram as estrelas do evento gastronómico. Susumu Koyama, um revolucionário ‘chef-pasteleiro’ de Tóquio, foi eleito pelos profissionais presentes no salão como o ‘Meilleur Chocolatier Étranger’, com o seu ‘yanbai’, um chocolate que conjuga o cacau, o ‘kuro shichimi’ (uma mistura de sete especiarias) e o mel num surpreendente resultado agridoce, ou os ‘mi-na-mo’, pequenos bombons de um colorido brilhante que, ao chocolate, juntam ingredientes tão improváveis como o ‘azuki’, o ‘yuzu’, o ‘saké’  ou o chá verde.

 

Novembro 2011

Foi o mês dos prémios para a gastronomia portuguesa. Foram doze restaurantes portugueses que tiveram direito a distinções. O “Feitoria”, restaurante do 'chef' José Cordeiro no Hotel Altis Belém, em Lisboa, recebeu uma estrela Michelin na edição do “Guia Michelin 2012”. O “The Yeatman”, o hotel vínico do Porto, e o “Ocean”, no Vila Vita Park, em Lagoa, somaram também mais uma estrela à que já tinham. O “Vila Joya”, em Albufeira, assegurou as duas estrelas e com uma mantém-se o “Willie’s”, em Quarteira, “São Gabriel” e “Henrique Leis”, ambos em Almancil, “Tavares”, em Lisboa, “Fortaleza do Guincho”, em Cascais, “Arcadas da Capela”, em Coimbra, “Casa da Calçada”, em Amarante e “Il Gallo D’Oro”, no Funchal.

Enquanto isso, Lisboa também foi eleita como estando entre as melhores cidades para fazer compras, segundo a consultora Economist Intelligence Unit.

 

Dezembro 2011

E dias depois da constituição da H51, holding familiar da Hermès criada de propósito para evitar uma eventual OPA hostil por parte da LVMH, o grupo de Bernard Arnault reforça a participação no capital da empresa. Apesar de não pretender assumir o controlo da Hermes International e com a eventual OPA adiada para 2031, a LVMH já fez saber que vai continuar a comprar acções sempre que a considerar esse um investimento estratégico e de longo prazo.

No aeroporto de Orly, em Paris, a boa notícia e mesmo a tempo do Natal é que inaugurou cinco novas lojas de topo de gama e prepara-se para abrir mais 70 pontos de venda, entre lojas, restaurantes e bares. É um novo ‘corner’ de luxo num aeroporto europeu.

 

Janeiro 2012

Sonia Rykiel afirma que está em negociações com o grupo de Hong Kong Fung Brands com vista à cedência de 80% do seu capital. E a ideia seria o desenvolvimento internacional desta marca de luxo francesa, das poucas que até hoje ainda permanecem independentes. A família Rykiel conservará uma participação de 20% na empresa e Nathalie Rykiel, filha da fundadora da marca, fica no cargo de vice-presidente do conselho de administração. Enquanto isto a Tiffany & Co. assinou um memorando de entendimento com a Damas Jewellery, empresa de joalharia com sede no Dubai, com vista à criação de uma ‘joint-venture’. Esta sinergia é estratégica para o grupo norte-americano de joalharia, uma vez que lhe permitirá integrar cinco novas lojas Tiffany & Co. na rede mundial e ao mesmo tempo ganhar notoriedade da marca nos Emirados Árabes Unidos.

 

 

Fevereiro 2012

Manolo Blahnik está de volta associado à joalheira Tous. Depois do sucesso da edição em jóia do sapato "Campari", em 2011,  Blahnik juntou-se novamente com Rosa Oriol nos escritórios do 'designer', em Londres. Recriou este sapato ícone em versão pendente, desta vez em prata e esmalte colorido, em preto e encarnado, em dois tamanhos.

O grupo de luxo francês LVMH, detentor das marcas Louis Vuitton e Moët & Chandon (entre muitas outras), anuncia que vai começar a produzir vinho tinto na China e a tem como objectivo vender as primeiras garrafas dentro de quatro ou cinco anos. Para isso, fez uma parceria com a VATS, uma das grandes empresas de vinhos chinesa. A exploração deste negócio será feita em 30 hectares de terreno na província de Yunan, sudoeste da China.

 

Março 2012

Aqui estamos nós! O que vai acontecer no mundo do luxo até ao final do mês? E depois disso? Estamos cá para ver! E escrever. ACA

 




Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
16.12.2011 - Por Fora de Série, às 07:57

 

Dez humoristas anteciparam o Natal e trocaram presentes para a objectiva da Fora de Série. O resultado é uma Natal divertido, sem a sombra da crise. Veja como foram as sessões fotográficas com Nuno Markl, Fernando Alvim, Aldo Lima, Francisco Menezes, Luís Filipe Borges, Luís Pedro Nunes, Joana Cruz, Pedro Fernandes, Nuno Costa Santos e Pedro Vieira. E ria. Só não o faça se não puder.




Terça-feira, 15 de Março de 2011
15.03.2011 - Por Fora de Série, às 13:41

 

 

 

Fernando Correia de Oliveira é jornalista e especializou-se na área de relógios. Viveu em Pequim durante dois anos e contou à FS uma parte da sua experiência como "insider" em território Chinês. Dicas preciosas, na primeira pessoa, que pode acompanhar todos os meses também na edição impressa da Fora de Série.

 

Qual a sua cidade preferida na China?

Xangai. Hoje em dia, tem um estilo de vida mais relaxado e mais vibrante.

 

Onde viveu?

Vivi de 1988 a 1990 em Pequim, como primeiro correspondente alguma vez acreditado com carácter de permanência na República Popular da China, ao serviço da Agência LUSA. Mas, nesse tempo, a cidade era escura e suja, e as gentes muito rudes.

 

Um lugar único que não se encontre nos guias turísticos?

Existe em Pequim uma zona adjacente à Cidade Proibida, que muito poucos turistas frequentam e que em qualquer altura do ano nos revela uma calma inesperada. Refiro-me a uma das laterais do complexo, que está entre a Cidade Proibida propriamente dita e a nova Cidade Proibida. Passa por lá o canal que rodeia a Cidade Proibida e tem-se ainda vislumbres de alguns “hutong”, os bairros de que Pequim era feito e que desapareceram nos últimos anos, para dar lugar a construções modernas. É fácil de encontrar, a pé. Basta ir rodeando os muros principais da Cidade Proibida, seguindo pela primeira artéria à esquerda do retrato de Mao, e inflectir depois mais uma vez na primeira à direita.

 

 

 

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