Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015
28.12.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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As obras do Museu Nacional de Arte Antiga, expostas nas ruas de Lisboa, vão a leilão no Dia de Reis.  

O leilão organizado pelo Palácio do Correio Velho levará à praça as reproduções das obras-primas do Museu Nacional de Arte Antiga, exibidas nas ruas de Lisboa, durante a iniciativa “ComingOut” – um total de 31 quadros expostos nas zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real. Integrado no projecto “Vamos pôr o Sequeira no Lugar Certo”, o leilão pretende angariar fundos para a compra da pintura “A Adoração dos Magos”, do português Domingos António de Sequeira (1768-1837), um importante testemunho da História da Arte Portuguesa.  

Um total de 23 obras e, eventualmente, também as quatro que foram levadas para o Laranjeiro, uma história que ficou conhecida como “Robin das Artes”, poderão ser vistas em exposição no Palácio do Correio Velho, de 5 a 8 de Janeiro, das 10h às 13h30 e das 14h30 às 18h30. O preço base de licitação de cada quadro é de 100 euros (foto de António Mendes). CSB




Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015
11.12.2015 - Por Fora de Série, às 15:41

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O Billboard Project leva a arte à rua, democratizando-a, porque nem todos têm a possibilidade de a ver em Galerias e Museus. É a arte exposta em ‘outdoors’. Mais precisamente, originais de artistas contemporâneos como Clifford Ross, Jeff Koons, William Wegman, Andrea Robbins, Gilbert&George, Max Becher e Lawrence Beck. 

Clifford Ross é o artista que estará respresentado, de 12 de Dezembro a 26 de Fevereiro, na Avenida AEP, Junto ao Nó de Francos, no Porto. Com trabalhos em várias áreas, como a pintura, a escultura e a fotografia, tornou-se notado com uma série de imagens de ondas a preto e branco (foto acima) e em grande escala, “Hurricane”, tiradas pelo artista enquanto estava preso por uma corda. O artista norte-americano tem obras expostas no MoMa e no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, Museu de Filadélfia, Museu de Arte Moderna de Paris e também em outros espaços museológicos e galerias na Europa, Brasil e China.

Depois desta cidade, o projecto viajará para outras paragens portuguesas, como Lisboa, Porto (novamente) e Faro, onde ficará até 13 de Novembro do próximo ano. CSB




Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2015
07.12.2015 - Por Fora de Série, às 16:24

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Uma escultura equestre em prata que representa o 1º Duque de Wellington vai a leilão.

O exemplar que ilustra o Marquês do Douro e ostenta marcas de Robert Garrard – o joalheiro da coroa inglesa - é uma das peças que vai à praça pela mão da Veritas Art Auctioneers, nos dias 9 e 10 de Dezembro. Existem exemplares em bronze, pertença de colecções particulares, mas é muito raro que em prata cheguem ao conhecimento geral. A peça reveste-se de grande valor, sobretudo porque um dos exemplares decorava o ‘sideboard’ de Apsley House - o Palácio de Wellington, em Londres, que é hoje um Museu - e era colocada na grande mesa do célebre Waterloo Banquet, até 1851.

Outras peças a merecer destaque pela raridade são um Par de Jarrões "Soldado", um Aquário em Porcelana da China, Companhia das Índias, e uma importante Chaleira D. José de João Coelho Sampaio.

As peças estarão em exposição na Av. Elias Garcia, 157A/B, Lisboa, até dia 8, das 10h às 21h. Poderá ser vista também em www.veritasleiloes.com onde figuram os 719 lotes que compõem o catálogo do leilão Antiguidades e Obras de Arte, Pratas e Jóias. CSB




Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015
19.11.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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O Museu Gulbenkian inaugura duas novas exposições: “Wentworth-Fitzwilliam. Uma colecção inglesa” e “Calouste S. Gulbenkian e o gosto inglês”. A partir de 27 de Novembro.

A primeira apresenta 56 obras de mestres como Anton van Dyck, Canaletto, Claude Lorrain, Sir Joshua Reynolds, Sir Thomas Lawrence, Claude Joseph Vernet, William van de Velde II, Jan van Goyen, Hans Memling, Salomon van Ruysdael e George Stubbs, provenientes de uma das mais importantes colecções privadas de arte do Reino Unido. Uma exposição que reúne sobretudo retractos e paisagens, resultantes de quatrocentos anos de colecção, e que revela alguns dos momentos mais importantes da História de Inglaterra. Thomas Wentworth (1593-1641), 1º conde de Strafford, vice-rei na Irlanda, mais tarde conselheiro-mor de Carlos, e Charles Watson-Wentworth (1730-1782), 2º marquês de Rockingham, foi duas vezes primeiro-ministro do partido Whig, de tendência liberal, e chefe da Câmara dos Lordes, foram os dois principais coleccionadores da família.

Paralelamente é apresentada também a mostra “Calouste S. Gulbenkian e o gosto inglês” que reúne obras de pintura, escultura, gravura, livros e documentação, maioritariamente em reserva e, algumas das quais, mostradas ao público pela primeira vez. Bem como a pintura Retrato de William Keppel, de Sir Joshua Reynolds, oferecida pelo senhor Gulbenkian ao Museu Nacional de Arte Antiga. Em destaque está o “período inglês” de Calouste Sarkis Gulbenkian, que se formou em Engenharia e Ciências Aplicadas, no King’s College, em Londres, onde casou e mais tarde viveu, chegando a obter a nacionalidade britânica.

Exibida pela última vez no Chrysler Museum of Art, em Norfolk, na Virginia, nos Estados Unidos da América, em 2006, estará no Museu Gulbenkian, em Lisboa, de 27 de Novembro a 28 de Março de 2016. CSB

 

 

 

 




Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015
15.10.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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Diz o ditado que se Maomé não vai à Montanha, vem a Montanha a Maomé. É o que sucede: não vamos à China, vêm os Terracotta Army, Guerreiros de Xian a Portugal.

A Alfândega do Porto acolhe uma mostra com mais de 150 réplicas rigorosas dos emblemáticos guerreiros - em dimensões e materiais utilizados e construídas em Xian -, aberta ao público até 11 de Janeiro. A exposição está pela primeira vez em Portugal, depois de ter recebido 850 mil visitantes em Londres, no British Museum, onde alcançou o título de “Exposição com o maior sucesso” daquele espaço museológico. 

Património Mundial da UNESCO desde 1987, os Terracotta Army são uma das maiores descobertas arqueológicas de sempre e foram encontrados na China em 1974. Jaziam numa espécie de vala com 51,3 metros de altura e uma extensão superior a 56 km, na zona Norte de Xian, que foi mandada construir pelo imperador Qin Shi Huang, unificador do império do meio, para ser a sua sepultura há mais de 2.200 anos. Uma obra que empregou mais de 700 mil operários chamados de todas as regiões da China e que resultou no abrigo de milhares de figuras de soldados cavalos e armas em tamanho natural.

Em torno da escavação há um ‘dinorama full color’ do fosso original para dar uma dimensão real das dimensões e a exposição é acompanhada por pormenores interactivos que leva os visitantes numa viagem no tempo. Há ainda uma sala onde é possível assistir a um filme que narra a história do descobrimento do Exército de Terracotta em Março de 1974 por agricultores. Para as crianças há ainda ateliers de arqueologia, barro e pintura, e de caligrafia chinesa que visam dar a conhecer um pouco da cultura chinesa partindo destas esculturas emblemáticas.

A exposição está patente no Centro de Congressos do Porto, no Edifício da Alfândega, no Porto, no seguinte horário: de segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. As entradas têm um custo de nove euros; as crianças dos três aos onze pagam seis euros; e há um bilhete Família (inclui dois adultos e um máximo de três crianças até aos onze anos) por um preço de 25 euros. CSB

 




Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
22.09.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

 

 

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Uma Cruz Processional do século XIII/XIV, uma peça rara, vai à praça no Palácio do Correio Velho. Integra o Leilão de Antiguidades e Arte Moderna e Contemporânea.   

A cruz de Limoges, cuja licitação parte dos cinco mil euros, é apenas uma das muitas peças de um vasto e variado lote de 993. Áreas como a pintura – com 145 lotes de onde sobressaem nomes como Eduardo Viana, Maluda, Noronha da Costa, Bual, Tomasini, Tomaz Rey Colaço, Sousa Pinto, Lima Freitas, Lourdes de Castro, entre outros -; escultura e imaginária; perto de 60 peças de joalharia e igual número de porcelana; mais de 100 de mobiliário; cerca de 200 lotes de ourivesaria e outros.  

Raridades como, uma forma para marcar bolos em nogueira esculpida, século XVI/XVII, que vai à praça com uma base de licitação de 20 mil euros; um cálice com tampa em prata alemã, século XVII (com uma base de 10 mil); um meio-adereço português do século XVIII, composto por pendente e par de brincos em prata, ouro, esmeraldas e diamantes (que parte dos 10 mil euros) ou o cofre Neo-manuelino em filigrana de prata portuguesa e esmaltes, do século XIX/XX, com uma base de quatro mil euros.

Tudo num leilão que decorrerá nos dias 22 e 23, às 19h30, e 24 e 25, às 15h00, no Palácio do Correio Velho, na Calçada do Combro, 38, em Lisboa. CSB

 

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015
21.09.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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Uma exposição celebra o Douro vinhateiro, retratando-o com os padrões estéticos do oriente. Uma nova visão para um cenário único, a não perder na Fundação Oriente a partir de 24 de Setembro.

“So Far, So Close” é o nome da exposição da artista macaense Cindy Ng, resultado de uma temporada passada no Douro a convite da empresa de vinhos Lima Smith. A artista, que reparte o seu tempo entre Pequim, Taiwan e Macau (onde é a Presidente da Associação das Artes Visuais) passou uma temporada nas quintas da Covela e da Boavista e, naturalmente, foi a paisagem da região o que a mais impressionou. Tal como os vinhos que decidiu incorporar na obra que ali realizou. Incorporou literalmente já que misturou vinhos do Porto, DOC e Verdes com as tintas convencionais para criar os mais de 22 quadros que agora podemos admirar.

A exposição inclui ainda uma experiência multimédia e imersiva, com a ajuda do seu telemóvel, mas é sobretudo a magnífica reinterpretação deste cenário com os traços pictóricos do Oriente que surpreende.

A exposição estará patente até 23 de Outubro. BL

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015
27.08.2015 - Por Fora de Série, às 16:27

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 Os MTV awards estão à porta. Este ano com a novidade do Moonman, a icónica estatueta trofeu ter sido totalmente redesenhada por Jeremy Scott, o director criativo da Moschino. O Moonman é o mais reconhecido dos troféus a seguir ao Oscar claro. E os prémios da MTV o maior evento do mundo a fundir cultura pop, moda e música, “os meus três temas preferidos” referiu Jeremy Scott a propósito da colaboração. E o redesenhado astronauta de Scott começa logo por apresentar uma paleta multicolorida por oposição ao cinzento original. Ao pescoço traz um mega colar com o símbolo da paz e, em vez das tradicionais botas de astronauta, uns ténis Adidas Originals com asas, desenho do próprio Scott para a marca. A bandeira do astronauta em forma de M(tv) surge também com uma barra cromática igual à que passava nas televisões de antigamente. Um piscar de olhos ao início da MTV nesta época de domínio da internet mas que casa na perfeição com as propostas coloridas de Scott para a Moschino.

Os MTV Video Music Awards 2015 decorem em Los Angeles, na madrugada de 30 para 31 de agosto em Lisboa, e serão apresentados por Miley Cyrus pelo que se pode esperar muita irreverência – e algumas propostas de moda ousadas. B.L

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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015
12.08.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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"La Flânerie" é o décimo caderno de ‘croquis’ da Hermès, lançado recentemente. Os desenhos de Philippe Dumas levam o leitor numa visita pelo jardim secreto da ‘maison’, onde reside a colecção Émile Hermès, avô do designer.

Émile Hermès, fundador da centenária casa francesa, criou um Museu que tem o seu nome. Os descendentes foram-lhe acrescentando peças. Phillipe Dumas passeava com o avô neste espaço e as inúmeras memórias lançaram-no no caderno de desenhos que o homenageiam. São inúmeros, os objectos coleccionados por Émile e oriundos de viagens que fez pelo mundo. Tal como Charlie Chaplin, o avô Hermès previu mudanças: “linhas rectas, tempo contado ao minuto, paredes erguidas entre presente e passado, entre sonho e realidade”. Decidido a conter essa mudança, passeou, observou e colheu curiosidades. Dedicou-se à ‘flânerie”, não de forma a desperdiçar, mas antes a “encher-se de tempo”.

Philippe Dumas é autor e ilustrador de vários livros publicados em vários países e detém o prémio Grand Prix de Littérature de la Ville de Paris.

O livro está à venda nas lojas Hermès e nas livrarias Actes Sud, em Francês, Inglês e Mandarim, com o preço de 9,50 euros. CSB




Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015
10.08.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

 

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Música ao final do dia num cenário com mais de dois mil anos de história. Assim vão ser os “Sunset musicais” nas Ruínas de Tróia, todas as quartas-feiras, com entrada livre.

Situadas na península de Tróia, entre o estuário do Sado e a laguna da Caldeira, as Ruínas são o que resta do maior complexo de produção de salga de peixe do mundo romano, conhecido. Construído na primeira metade do século I, desenvolveu-se numa povoação ocupada até ao século VI, calculam investigadores. Os núcleos arqueológicos visitáveis são dois grandes compartimentos com tanques à volta de um pátio – as salgas -, termas, um mausoléu, quatro necrópoles, basílica e um núcleo residencial. Este último, de acordo com as descobertas mais recentes, pertenciam a uma grande casa com rés-do-chão e primeiro andar, que aquando da escavação, exibiam vestígios de mosaicos e pintura mural. Já a Basílica, paleocristã, é dos elementos mais bem conservados e calcula-se que seja de finais do século IV ou início do V.

Actualmente, as ruinas fazem parte do complexo do Tróia Resort, que inclui uma marina, um casino, um campo de golfe, o Aqualuz Suite Hotel Apartamentos, restaurantes, comércio e ‘beach houses’, ‘villas’, apartamentos turísticos e lotes para moradias em frente ao mar.

O programa é o que se segue, com início às 18h: dia 12, Quarteto de Fado Deolinda de Jesus; dia 19, Trio Ricardo Gouveia, com Bossa Nova e ritmos Africanos; dia 26, Trio Guida Palma, para tocar ‘standards’, Bossa Nova e Funk

Na quarta-feira, dia 22, não há ‘sunset’ nas Ruínas, mas a música soará noutros locais do Resort com o Meo Out Jazz - com NBC e o Dj André Henriques -, no Tróia Beach Club, com entrada livre, e um Concerto de Rita Guerra, no Casino, a partir das 22h30. 

 

 




Quinta-feira, 30 de Julho de 2015
30.07.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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E se uma obra de arte pudesse ser usada? Esta é, precisamente, a proposta da Antiflop, uma marca que reproduz obras de artistas portugueses em peças para vestir.

Aliando dois universos aparentemente distintos, a ideia de Tété, a fundadora da marca, é fruto do casamento entre a paixão que esta tem pela arte e a sua a experiência no mundo da moda. O conceito passa pela reprodução de obras de artistas portugueses em lenços, echarpes e túnicas que tem, como princípio comum, a qualidade da matéria-prima, seja esta a seda, o algodão, a cachemira ou o micro modal. As peças são depois reproduzidas em série limitada e vendidas com um certificado de autenticidade numerado.

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A Antiflop tem parceria com vários artistas portugueses, como José de Guimarães, António Soares ou Luís Filipe de Abreu, a que se irão juntar brevemente nomes como Nadir Afonso e Sofia Areal e o fotógrafo Carlos Ramos. Entre as curiosidades oferecidas pela marca, destaca-se um lenço com o primeiro mapa de Portugal, criado pelo cartógrafo do século XVI, Fernando Álvares Seco.

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As peças da Antiflop estão à venda online, no espaço Embaixada no Príncipe Real, em Lisboa e na Fundação de Serralves, no Porto. IQ

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Sábado, 25 de Julho de 2015
25.07.2015 - Por Fora de Série, às 13:00

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A Dona da Europa e o Dono do Mundo são dois “Figurões” da mais recente colecção de homenagem ao legado artístico de Raphael Bordallo Pinheiro. Inspirados em desenhos de António, um dos maiores cartoonistas portugueses da actualidade, casam a ironia com o reconhecimento pela influência histórica das cinco personalidades visadas: Angela Merkel, Barack Obama, Papa Francisco, Eusébio e Mário Soares. Cada Figurão é acompanhado por descrições de João Quadros e Rui Zink.  

A chanceler alemã, a figura mais poderosa em seis décadas de democracia, está representada com uma águia negra, símbolo de poder. Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América, dotado de grandes orelhas, significando a capacidade dos EUA de estar em todo o lado através da sua influência. “um grande político, num tempo em que raramente dizer isto é um elogio”, descreve Rui Zink. Adepto do clube argentino San Lorenzo de Almagro, e por isso vestido com o equipamento de guarda-redes, está o Papa Francisco. As palavras de João Quadros explicam: “O Papa Francisco é um falso rápido, não adorna as jogadas mas cria muito jogo sem sair do mesmo lugar”.

Entre os “Figurões” nacionais está Eusébio, que muitos apelidam de Rei, que é caricaturado com o mundo aos pés e as asas da águia Benfiquista. E Mário Soares, figura incontornável de Abril, que não poderia deixar de estar representado com um cravo, a fazer de chapéu-de-chuva.

Raphael Bordallo Pinheiro (Lisboa, 1846 -1905) está indissociavelmente ligado à caricatura portuguesa e a uma qualidade até então inexistente neste campo - é o pai da figura “Zé Povinho”, que se tornou um símbolo do povo português. Mas Raphael foi também desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista, jornalista e ceramista. Uma figura marcante no panorama artístico português homenageada através de importantes personalidades nacionais e internacionais. CSB

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Segunda-feira, 20 de Julho de 2015
20.07.2015 - Por Fora de Série, às 14:13

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O MUDE - Museu de Design e da Moda acaba de inaugurar a exposição “TAP Portugal: Imagem de um Povo”, numa altura em que a companhia aérea celebra o seu 70º aniversário. 

A mais recente exposição do MUDE destaca a imagem da TAP desde o 1945 até à actualidade. Em exibição vão estar diversos suportes de comunicação, uniformes, campanhas publicitárias, interiores de aviões, loiças e cutelarias de bordo, bem como propostas de design que não foram concretizadas, exemplares inéditos de esboços, maquetas e artes finais.

As peças, que pertencem, na sua maioria, ao acervo do Museu da TAP, demonstram o contributo do design para a consciencialização coletiva da companhia como símbolo nacional. A evolução da TAP, que contribuiu também para a disseminação da imagem de um povo e de um país, confunde-se assim com a própria história de Portugal.

A entrada da exposição é livre. É possível visitar de Terça-feira a Domingo, entre as 10h00 e as 18h00, até ao dia 1 de Novembro. CLM

 

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2015
08.07.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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A P55 prepara-se para levar a leilão uma obra de Andy Warhol. De acordo com a leiloeira portuense, esta é a primeira vez que o pintor norte-americano vai à praça em Portugal. A obra em questão, um autorretrato que recorre a uma técnica mista sobre papel e está avaliado em 170 mil euros – a base provável de licitação –, já está em exposição na galeria da P55 onde pode ser visitada durante os próximos meses. O leilão deverá acontecer em Outubro, já durante a ‘rentrée’.

Símbolo inegável do movimento da Pop Art, Andy Warhol foi considerado por duas vezes, em 2007 e em 2012, o artista mais vendido em leilões de sempre. No comunicado enviado pela leiloeira, Aníbal Faria, CEO da P55, não esconde o seu entusiasmo relativamente a esta conquista: “Ter um Andy Warhol à venda em Portugal, e pela primeira vez, é uma reafirmação palpável dos nossos valores: queremos sempre chegar mais longe e democratizar a arte, possibilitando a todos o acesso à mesma”, afirma. IQ




Segunda-feira, 6 de Julho de 2015
06.07.2015 - Por Fora de Série, às 13:30

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A pintura está em destaque com importantes obras de Júlio Resende, Batarda e Menez no próximo leilão do Palácio do Correio Velho, que ocorre esta semana, dias 8, 9 e 10 de Julho.

A maior estrela do leilão é a obra Pescador (de Cabo Verde), um óleo sobre tela de Júlio Resende, datado de 1999. Vai à praça por um valor estimado entre os 30 e os 60 mil euros. Mas há mais grandes quadros como um guache sobre papel, sem nome (na foto), da pintora Menez, datado de 1988 ou um acrílico sobre tela "Museo Cartaceo II" de Eduardo Batarda. Ambos com um valor de licitação entre os 20 e os 40 mil euros.

Teremos ainda obras de Cesariny, Cutileiro, Júlio Pomar, Maluda ou Noronha da Costa, num leilão que, na realidade não vive só da pintura.  À praça irão um total de 663 lotes, oriundos maioritariamente da antiga colecção de Paulo Bénard Guedes, antigo governador-geral da Índia portuguesa, da Casa de Peixinhos, em Vila Viçosa e da Quinta de Sant’Anna, em Lisboa. Um espólio bastante heterogéneo que inclui peças de escultura, joalharia, relojoaria e ourivesaria, faiança e mobiliário.

As obras podem ainda ser vistas hoje, numa exposição aberta ao público a partir das 15H00.BL

 

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O Palácio do Correio Velho vai realizar também um outro leilão, este online, que decorrerá nos dias 7,8 e 9 de Julho. Mas antes, os 293 lotes poderão ser vistos hoje, dia 6, das 14h30 às 19h.  

Composto por um Álbum de Recordações da segunda metade do Séc. XIX, que inclui os desenhos de D. Fernando, entre outros; autógrafos, entre os quais um de Oliveira Salazar; aguarelas; fotografias; textos; correspondência entre a Rainha D. Amélia e a Rainha D. Maria Pia e outras cartas; poesias; postais; estampas japonesas e partituras de músicas do século XIX, tem uma base de licitação de mil euros. Há também um valioso Manuscrito e que, por isso, se destaca: o lote 166, composto por três volumes, «Regimento do Sancto Officio da Inquisição», do século XVIII, cujo preço parte dos 450 euros.  

As obras do leilão online abarcam áreas como Literatura, Arte, História, Descobrimentos, Expansão Portuguesa no Mundo, Navegação, Contabilidade, Folhetos, Brasil, Café e Cacau, Música, diversas gravuras e lembrando ainda um bonito Álbum de Fotografias e outro Álbum de Recordações. CSB