Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015
21.09.2015 - Por Fora de Série, às 12:26

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A Vacheron Constantin festejou ontem 260 anos de história ininterrupta, revelando “o maior feito relojoeiro do século XXI” como refere sem falsas modéstias. Na verdade 57 complicações concentradas num único relógio são um feito único.

A referência 57260, nome técnico do relógio, entra directamente para os anais das obras-primas da relojoaria de todos os tempos. No número, o 57 refere-se precisamente às complicações e o 260 aos anos da casa, que continua exactamente no mesmo sítio onde foi fundada, em Genebra, corria o ano de 1755 por Jean-Marc Vacheron. A título de curiosidade, dentro da marca, o nome de código que era inicialmente utilizado para este relógio era “Tivoli”.

São 57 complicações num único calibre, algo nunca visto e que surgem em formato de relógio de bolso de dupla face, como teria de ser para conseguirem apresentar todas estas funções com alguma legibilidade. Seria tarefa impossível descrever de uma forma minimamente perceptível todas estas complicações aqui mas não podemos deixar de destacar o facto de ter não um mas dois calendários perpétuos. Um Gregoriano (o nosso) com indicações de acordo com a norma ISO 8601 (ainda por cima) e um calendário perpétuo hebraico com ciclo de 19 anos e indicador do Número de Ouro nesse ciclo. O relógio é naturalmente uma peça única, feita por encomenda para alguém que deseja manter o anonimato – como é normal neste tipo de objectos especiais.

O novo relógio da Vacheron Constantin é sobretudo um testemunho das capacidades técnicas da manufactura, tendo demorado mais de oito anos a ser construído por três mestres relojoeiros da casa. Desde 1819 que o mote da marca é, “Fazer melhor, se for possível, e isso sempre é possível.” Aqui provaram-no claramente. BL

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