
Chegou hoje às bancas, mas foi um parto difícil. Talvez um dos mais difíceis dos 87 números que, a bem da verdade, já trouxemos ao mundo. Passem os sobressaltos da escrita, da fotografia, da paginação e da produção com que, melhor ou pior, lá vamos lidando todos os meses, o certo é que, desta vez, o desafio prometia, à partida, fazer-nos pagar pelo atrevimento. Se já não é fácil falar do muito que há de melhor em Portugal numa altura em que o país teima em mostrar ao mundo o que de pior tem, mais difícil ainda é escolher, seleccionar, destacar, dentro do melhor que o melhor tem, um número sensato de eleitos que caiba numa revista.
Inicialmente queríamos tudo. Os melhores doces, os melhores azeites, os melhores isto, os melhores aquilo... e, por pouco, não perdíamos o norte. Acabou por vingar a sensatez que, nesta coisa da palavra impressa tem sempre a última palavra a dizer. Tivemos pena, mas teve que ser a assim. A ideia não era editar um livro e, verdade seja dita, o projecto que ingenuamente sonhávamos ameaçava superar o de uma edição megalómana do tipo da “Encyclopædia Britannica”. Assim, e a bem da dita sensatez, estabelecemos um número razoável: 100.
Cem eleitos divididos por dez categorias – lojas, joalheiros, criativos, restaurantes, vinhos, hotéis, campos de golfe, praias, negócios, galerias de arte. Cem “candidatos portugueses, de inspiração portuguesa, encabeçados por portugueses, com qualidade inquestionável que ajudem a por Portugal no mapa da excelência, que se limitem a dar corpo a uma excelente ideia ou que sejam, simplesmente, Fora de Série”, como diz a RIN no editorial da revista.
Foi difícil a escolha, mas não podia ser de outra forma. De fora ficou um sem número de nomes, categorias, destinos, grandes projectos que nos enchem de orgulho e que também queremos ver aqui, numa outra edição, num outro número. O 100, talvez... Tinha graça. IQ



