
D. Manuel de Souza e Holstein Beck, Conde da Póvoa, é um nome associado à arte. Coleccionador, conhecido pela “paixão de coleccionar, com método, com gosto e sobretudo com exactidão. Não exibia pelo valor inerente mas sim pela história deles próprios e da maneira de construir uma colecção”. É pois parte da colecção do Conde da Póvoa, filho do Duque de Palmela, que o Palácio do Correio Velho leva à praça, num leilão que decorrerá nos dias 19 e 20, às 21h00.
Retratos reais, peças de ourivesaria francesa do famoso ourives Henri Auguste, pratas do século XVIII e portuguesas de várias origens, peças em ouro dos séculos XVII a XIX, insígnias da Ordem de Cristo, imagens religiosas porcelanas, colchas indo-portuguesas, jarras e outras peças em vidro verde, entre muitas outras peças, constituem a colecção que poderá ser apreciada, previamente em exposição, nos dias 17 (das 15h00 às 20h00) e 18 (das 15h00 às 19h00 e das 21h00 às 23h00). A entrada é livre.
A Pintura portuguesa também estará em destaque neste leilão com obras da autoria de Falcão Trigoso, Malhoa, Cristino da Silva, Batarda, Almada Negreiros, Julio Pomar, D. Carlos, Silva Porto e Vieira da Silva, entre outros. CSB

É para quem tem uma moto clássica (produzidas até 1982) e uma oportunidade para quem gosta de as ver passar. Referimo-nos ao Rider, um passeio organizado pelo Museu do Caramulo a pensar nos que gostam de percorrer estradas em duas rodas. O evento, na sua segunda edição, divide-se por dois dias. O primeiro, a 7 de Julho, irá desenvolver-se à volta da Serra do Caramulo: Vouzela, São Pedro do Sul, Viseu, Nelas, Santar, Santa Comba Dão e Luso, num total de cerca de 200 quilómetros. O almoço terá lugar no Paço dos Cunhas, em Santar.
No domingo, haverá também um passeio opcional (e substancialmente menor) com almoço servido no Caramulo. A participação no evento, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Tondela, requer inscrição através do site www.rider-caramulo.com. CSB

A campanha Core Values da Louis Vuitton continua a coleccionar lendas. Figura inspiradora, atleta, artista, humanitário, Muhammad Ali é a mais recente personalidade a deixar-se fotografar por Annie Leibovitz para a campanha de publicidade da marca francesa que visa retratar a arte de bem viajar. Ali foi um dos atletas mais notáveis que o mundo conheceu. Foi o primeiro lutador de boxe a ser tricampeão mundial de pesos pesados. Derrotou todos os pesos pesados de topo da sua era, conhecida como a idade de ouro do boxe. Participou no "combate do século" contra o seu rival de sempre, John Frazier no Madison Square Garden (1971) e no mítico "combate na selva", no Zaire, em 1974, onde reconquistou o título mundial contra George Foreman. Dono de um estilo pouco ortodoxo, Ali. de quam se dizia "flutuar como uma borboleta, picar como uma abelha", chegou a ser considerado o "desportista do século" pela revista "Sports Illustrated", em 1999. Foi fotografado na sua casa em Phoeneix, no Arizona, olhando um dos seus netos que, com um par de luvas calçadas, mostra-se orgulhoso, de pé, como se estivesse num ringue. Provavelmente um neto ansioso por seguir as pisadas gloriosas do avô. Como diz Yves Carcelle, CEO e presidente da Louis Vuitton: "Muhammad Ali é o exemplo de uma personalidade excepcional - uma verdadeira lenda viva do boxe e muito mais. Honra-nos a forma como este belo retrato do campeão e do seu neto capta a ideia de transmissão, que tem um significado muito especial para a Louis Vuitton". A campanha chega hoje às publicações internacionais. RIN
A marca de moda sueca mais famosa internacionalmente, H&M, acaba de assegurar mais uma colaboração com uma ‘griffe’ conhecida: a Maison Martin Margiela. Uma das mais importantes e influentes dos últimos 30 anos, que acredita na importância do trabalho colaborativo, acima até da prestação individual, onde a sua filosofia tem uma base conceptual e criativa. A Maison é conhecida por questionar frequentemente os padrões da moda e por, em contraponto, apresentar criações produzidas com técnicas de desconstrução e transformação. Reinvenção de volumes, formas modificadas, peças cujo uso original é alterado desafiando as noções clássicas do que é a moda. Aguardemos pelo dia 15 de Novembro para ver o que esta parceria reserva aos fãs das duas marcas. CSB


Paris foi a cidade escolhida e o emblemático Palais de Tokyo o espaço. “Un trait plus loin” ou, à letra, um traço mais além, abre ao público amanhã e depois para assinalar os 140 anos de uma das mais antigas e conceituadas marcas japonesas de cosmética: a Shiseido.
Tendo por ponto de partida a temática do ‘design’, esta exposição convida o visitante a mergulhar, durante dois dias, no universo de uma marca antiga, documentada numa história que se conta não apenas por imagens, mas também por objectos publicitários inéditos.
Do incontornável traço de pincel que, desde 1915, é assinatura inegável da marca, aos produtos mais emblemáticos e originais com que, ao longo dos tempos, a Shiseido soube implementar a sua imagem pelos mil recantos do planeta, passando pelo trabalho de Ayao Yamana, o pintor vanguardista que contribuiu para criar a identidade da Shiseido, “Un trait plus loin” oferece uma viagem intemporal pelo património artístico de uma marca revolucionária que, ao longo de quase século e meio, soube mudar os códigos de comunicação japoneses e levá-los para além das fronteiras. IQ

Conquistaram o mundo com o seu 'brazilian spirit'. São ‘cool’, confortáveis, coloridas e muuuuuito casual. Nasceram em 1962, inspirados nos ‘zori’ japoneses, chinelos de enfiar no dedo (inspiração que ainda hoje mantêm, com o granulado de arroz que apresentam na sola). Mas estes eram feitos 100% de borracha e, no início eram como o VW “Carocha”, o carro do povo: eram os chinelos do povo. A classe trabalhadora brasileira rendeu-se ao conforto dos chinelos baratos de tiras azuis, longe de imaginar que, anos mais tarde, a moda chegaria a Hollywood.
Mas isso aconteceu por acaso, como a maioria das invenções da humanidade. Um lote destes chinelos originais, que deveria ser produzido na sua cor original, o azul, acabou por sair verde devido a um problema técnico. Em vez de entrar em pânico, a Havaianas ouviu. E começou toda uma nova era da marca. A era das Havaianas de várias cores: amarelo, verde, encarnado e preto. O sucesso foi imediato e o cliente Havaianas nunca mais dispensou a presença da cor nos seus chinelos preferidos.

Nos anos 80, as Havaianas chegaram a ser consideradas um “produto de primeira necessidade” pelo Governo brasileiro, que começou a fiscalizar o seu preço. Vendiam-se em drogarias e supermercados, em sacos de plástico, mas nem isso fez com que não fossem ‘bestsellers’.

O desafio seguinte foi conquistar a classe média. Foi nos anos 90 e isso foi possível através da diferenciação do produto. Mais cores e modelos foram criados. Nasceu a linha Top, a primeira extenção do produto em 32 anos. E, de repente, a Havaianas passou de marca de simples chinelo de praia a símbolo de um estilo de vida casual, positivo, inovador e divertido. A publicidade ajudou, com as suas campanhas irreverentes e plenas de cor. E abriram-se assim as portas ao mundo através do ‘slogan’ “Havaianas, todo o mundo usa”. Hoje não há quem vá ao brasil que não traga vários pares de encomendas de Havaianas, apesar de a marca estar bem difundida, com lojas e espaços de venda em todo o mundo, até internet e redes sociais.

Cinquenta anos e várias linhas depois – até de botas para a chuva -, a Havaianas percorreu cada tom do arco-íris e desdobrou-se em criatividade, oferecendo personalização e convidando para colaborações alguns dos designers mais famosos – exemplo: Celine (2004), H. Stern (2004), Paul & Joe (2010), Marimekko (2010), Missoni (2011/12) – que tornaram a Havaianas, com estas edições especiais e limitadas, ainda mais apetecível.
206 milhões de pares são produzidos por ano, no Brasil, em Campina Grande. A marca tem direito a concept store e tudo, no coração do luxo de São Paulo, na Rua Oscar Freire. Haverá maior consagração para os chinelos revolucionários que não suam, não escorregam, não têm cheiro, não aquecem, são resistentes, suaves e confortáveis?
E, para celebrar este aniversário redondo, a marca lança uma edição limitada de chinelos, com apenas 50 mil pares produzidos, e que cuja venda reverterá para a UNICEF. RIN


Ainda está fresquinha. E tem um nome refrescante. “Lima Limão” é o nome de uma nova empresa que marca a sua estreia em Portugal no nicho de festas. E por festas, consideram-se quase todas: as infantis, os ‘baby showers’ – festa para celebrar a chegada de um bebé –, baptizado, noivado, casamento e outras mais vocacionadas para o meio empresarial.
“Lima Limão” nasceu pela mão de três mulheres, Liliani, Paula e Filipa que querem transformar as festas em momentos especiais e únicos. As empreendedoras querem que cada evento seja uma “festa com charme” a pensar em toda a família. Os detalhes são todos personalizados, os ‘cupcakes’, por exemplo, servidos em chávenas, tudo inspirado no conceito ‘Sweet Table Design’, muito popular nos EUA e no Brasil.
Para espreitar as propostas de festas que já criaram, nada melhor que ir aqui ACA

O Hotel Vila Joya está de parabéns. Faz 30 anos. E tudo começou com uma história de amor, a da alemã Claudia Jung que se apaixonou perdidamente pelo Algarve. E depois do hotel de charme que abriu em 1982 – e que já foi distinguido pela sexta vez consecutiva na categoria da “World’s Leading Boutique Resort” –, a proprietária decidiu, este ano, abrir o Vila Joya Restaurante. Nas mãos do ‘chef’ austríaco Dieter Koschina, detentor de duas estrelas Michelin, este restaurante também já foi premiado, ingressando na restrita lista do “The World’s 50 Best Restaurants”. E há ainda o Spa Joy Jung Spa. Tudo bons motivos para rumor a sul e conhecer o programa de actividades que brinda aos 30 anos do Vila Joya. Desvendamos apenas uma das actividades previstas. Durante o mês de Agosto, pode fazer parte de um jantar exclusivo a bordo de um iate Sunseeker. Com os propostas gastronómicas de Dieter Koschinas a bordo e o pôr de sol como cenário. ACA

Vem aí o Summer Wine Market. Mas a juntar-se aos melhores vinhos portugueses, está o sushi e o calor. É já no próximo Sábado, dia 16 de Junho, pelas 17h00, no Hotel Florida, no Marquês de Pombal, em Lisboa. Esta é primeira edição de Verão desta prova de vinhos promovida pela Adegga.com. O conceito assenta no “taste & buy” num cenário que se quer muito informal e que põe à conversa simples amantes de vinho, enólogos e produtores. Fica a promessa de uma tarde descontraída nos ‘decks’ do hotel com Kopke, Niepoort, Burmester, Esporão, Aveleda e muitos outros à mistura. ACA
Este é mais um documentário que combina moda e cinema. “Valentino, o Último Imperador” é uma espécie de despedida. O emblemático designer de moda italiano está de partida do mundo das passerelles e que melhor que uma retrospectiva de carreira para encerrar este ciclo na sua vida? Produzido e dirigido por Matt Tyrnauer, jornalista da “Vanity Fair”, este filme é um retrato “íntimo e singular” de Valentino Garavani que, durante dois anos, se deixou filmar. O filme está legendado em inglês e tem 96 minutos.
Esta é uma iniciativa da ModaLisboa e do Cinema Nimas que, todos os meses, vão proporcionar um “olhar cinematográfico, aprofundar e lançar o debate sobre a moda nas suas diversas formas, desconstruindo a sua frequente associação à superficialidade”. Este primeiro documentário, cuja sessão inaugural decorrerá no Nimas dia 19 de Junho, pelas 21h00, terá a apresentação de Nuno Baltazar, um jovem rosto da moda portuguesa. Bilhetes a 4 euros. ACA


Quem disse que o whisky era uma bebida enfadonha? Não só não o é como até pode ser bem divertida... e isso não tem absolutamente nada a ver com a quantidade ingerida. Bem pelo contrário.
Que o diga a J&B, que acaba de quebrar todas as monotonias possíveis com o lançamento da nova gama J&B Colors, uma edição limitada de seis garrafas, todas elas coloridas. A ideia é romper com o padrão tradicional da velha garrafa de vidro verde, apresentando como alternativa, não uma, mas meia dúzia de garrafas em cores de Verão: rosa, verde, amarelo, roxo, laranja e azul.
Apresentadas no final de Maio, num evento que teve lugar nas Ruínas do Convento do Carmo, as novas J&B multicolores estão no mercado desde o início deste mês. IQ


O grupo italiano Armani está a considerar a possibilidade de vir a ser controlado por uma fundação formada pelos herdeiros e colaboradores próximos do fundador da marca. Esta decisão, que visa garantir a independência da empresa, foi confirmada pelo próprio Giorgio Armani, numa entrevista publicada recentemente pelo “Corriere Della Serra”.
Com o firme objectivo de proteger o seu património da cobiça dos grandes grupos de luxo mundiais ou das consequências de uma entrada em bolsa, o patrão da Armani anunciou ter já “iniciado uma reestruturação importante, a pensar no futuro da empresa” e que “o apoio externo de uma fundação irá garantir que o grupo seja gerido pelas pessoas designadas”, entenda-se: a família. “Ceder o grupo a um fundo de investimento que o irá vender ao fim de dois anos? Ou a um privado que acha que pode lidar com artigos de vestuário como se fossem automóveis? Isso não me interessa”, disse Giorgio Armani ao jornal italiano.
O fundador da Armani, que se prepara para fazer 78 anos no próximo mês, nunca escondeu o seu empenho em manter o controlo do grupo, o que tem acontecido até hoje graças a uma sólida liquidez financeira e a um crescimento saudável e constante. Só em 2011, o grupo Armani conseguiu um volume de negócios anual de 1,8 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 14% face exercício fiscal anterior.
Esta preocupação de criar mecanismos de defesa para manter o controlo empresarial não é uma novidade, particularmente entre os grandes grupos de cariz familiar. Recorde-se o caso da Hermès que, em Setembro do ano passado, venceu uma batalha judicial contra a LVMH, depois do Tribunal de Paris lhe ter dado luz verde para criar uma ‘holding’ com mais de 50% do capital da empresa. IQ

Há aguarelas, pincéis, jóias, candeeiros ‘vintage’, um cofre antigo pintado de azul. E o cavalete do pai. O mais importante para Rosarinho Cruz está ali, no seu primeiro atelier/loja, que acabou de abrir portas na zona antiga do Porto. Fica junto ao cubo da Ribeira e é um espaço de paragem obrigatória, de segunda a sábado, mas que exige marcação prévia.
Rosarinho Cruz poderia apenas desenhar brincos, colares, pulseiras, anéis e demais jóias, mas traz da infância uma enorme memória visual. É por isso que também pinta aguarelas, tal como pintava o aguarelista portuense, seu pai, António Cruz. Gosta do criar uma relação entre a jóia e a aguarela, o que consegue pelos tons, pelas transparências, pelos fumados ou esbatidos.
Criar jóias é também, em si, um acto natural, já que em pequena brincava num universo em que tudo estava ao dispor mesmo ali ao seu lado: materiais como o barro, gesso, arame, chapa.
As peças de Rosarinho Cruz são verdadeiramente especiais e únicas. A inspiração surge-lhe da natureza, do amor, da relação de cumplicidade com as pessoas e são como o ‘claim’ da marca diz “lindas de morrer”.
Na Rua de São João. Para mais informações visite o site ACA
A KENZO estava na corrida para o melhor filme publicitário de novos perfumes femininos, ao lado de marcas como a Dior, Cartier, Calvin Klein, Valentino, Yves Saint Laurent. E ganhou com o ‘spot’ criado para o Flowertag. Uma fragrância que quer celebrar a beleza da arte do grafitti como acto de amor. O filme, assinado pelo director artístico da KENZO PARFUMS, conta com a presença da modelo polaca Edyta Zajac. É ela quem ‘grafita’ um muro parisiense, envolvida no cenário vermelho vivo da cidade. O prémio foi atribuído pela Fragrance Foundation UK. ACA