Stephan Wilkelmann tinha feito o anúncio no final do ano passado mas deixou tantas questões em aberto que os fãs da Lamborghini pressionaram. E se os fãs pressionam, a marca responde. O Sesto Elemento vai mesmo ser produzido – o presidente da marca italiana não tinha dado a certeza absoluta quando apresentou a ideia no Salão de Paris 2010 – e deverá estar pronto no final deste ano. O anúncio foi feito no início deste mês e foram revelados mais uns tantos detalhes que não passam despercebidos. Este será o carro mais caro da Lamborghini, deverá rondar os 2 milhões de euros; será fabricado como série especial, limitada a 20 unidades; e diversos componentes da carroceria serão feitos de fibra de carbono o que o tornará super leve. A marca anunciou, aliás, que o novo modelo pesará menos de uma tonelada. Este carro conceito da Lamborghini terá um motor 5.2 V10, derivado do modelo Gallardo, deverá acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos – bem abaixo dos 2,9 segundos registados pelo novo desportivo Aventador – e poderá atingir os 350 km/h. Rápido? Não muito se pensarmos que este é um modelo conceito ou seja, não poderá acelerar na estrada, servirá apenas para correr em circuitos fechados. AFA


São 190 anos de história e a data merece celebração. Falamos do Cronógrafo, uma complicação relojoeira inventada por Nicolas Rieussec, em 1821, e que foi buscar inspiração aos termos gregos: “chronos” para tempo, e “graphein” para escrever. O Cronógrafo está também fortemente associado às origens e à história da Montblanc, por essa razão, a marca francesa, em parceria com o Museu Internacional de Relojoaria, em La Chaux-de-Fonds, na Suíça, foi a natural responsável pela primeira exposição comemorativa sobre os dois séculos da invenção do cronógrafo.
“Writing Time – Two Centuries of Chronograph History” é o nome da mostra que vai estar patente até dia 2 de Outubro no museu suíço. As duas instituições asseguram que este é um projecto que não termina com esta exposição já que, o que pretendem, acima de tudo, é preservar e desenvolver a herança e os princípios da tradicional manufactura suíça na arte de fazer relógios. Espera-se, por isso, que esta exposição seja a primeira de várias iniciativas para preservar os modelos históricos da relojoaria mundial assim como para promover a pesquisa aplicada às actuais técnicas da relojoaria tradicional. AFA

É um fortíssimo ataque ao mercado chinês. Roberto Cavalli anunciou que vai abrir 85 novas lojas na China nos próximos cinco anos. O estilista italiano assinou um acordo com o UCCAL Group, um dos maiores distribuidores chineses na área da moda. Pequim e Xangai vão ser as cidades que vão receber as primeiras lojas, entre o final deste ano e o início de 2012. A futura empresa chamar-se-á “Roberto Cavalli China” e, de acordo com o comunicado que foi emitido, será detida em 75% pelo estilista e 25% pelo UCCAL.
Roberto Cavalli já estava presente na China, através de duas das suas linhas, “Just Cavalli” e “Class Roberto Cavalli”, com 20 ‘outlets’, e assegura agora mais uma importante fatia do mercado chinês, que continua a crescer e, por isso, é hoje em dia um dos mais cobiçados pelas marcas de luxo. AFA


Muito à semelhança do tipo de colaborações que estamos habituados a encontrar na H&M, na Mango ou na Topshop, também o grupo Norprotex assinou uma parceria com um criador de moda de topo para a Primavera-Verão 2011.
A colecção, foi desenhada por Kenzo Takada, o fundador da Kenzo, para assinalar os 10 anos da marca de ‘surfwear’ Longboard e chegou ao mercado no passado mês de Abril.
Ao todo, são 14 modelos para homem, senhora e criança que se multiplicam em 28 referências de diferentes cores. Quando aos padrões, o criador japonês foi buscar a inspiração às flores de hibisco e às ondas do mar, claro. IQ


Parece uma piada, mas não é. A Moët Hennessy, o ramo de vinhos e bebidas espirituosas da LVMH, acaba de anunciar a plantação da sua primeira vinha na China com vista à produção de espumante topo de gama no noroeste deste país.
Esta vinha, de 66 hectares, será plantada em parceria com a Ningxia Nongken, uma empresa agrícola local e a produção vinícola será feita numa unidade de vinificação que a Moët Hennessy pretende construir no terreno.
O vinho, que se destina a um mercado chinês em franca ascensão , será produzido sob a chancela Chandon, a mesma já utilizada nas produções que a marca tem na Califórnia e na Argentina. IQ

Chegou hoje às bancas, mas foi um parto difícil. Talvez um dos mais difíceis dos 87 números que, a bem da verdade, já trouxemos ao mundo. Passem os sobressaltos da escrita, da fotografia, da paginação e da produção com que, melhor ou pior, lá vamos lidando todos os meses, o certo é que, desta vez, o desafio prometia, à partida, fazer-nos pagar pelo atrevimento. Se já não é fácil falar do muito que há de melhor em Portugal numa altura em que o país teima em mostrar ao mundo o que de pior tem, mais difícil ainda é escolher, seleccionar, destacar, dentro do melhor que o melhor tem, um número sensato de eleitos que caiba numa revista.
Inicialmente queríamos tudo. Os melhores doces, os melhores azeites, os melhores isto, os melhores aquilo... e, por pouco, não perdíamos o norte. Acabou por vingar a sensatez que, nesta coisa da palavra impressa tem sempre a última palavra a dizer. Tivemos pena, mas teve que ser a assim. A ideia não era editar um livro e, verdade seja dita, o projecto que ingenuamente sonhávamos ameaçava superar o de uma edição megalómana do tipo da “Encyclopædia Britannica”. Assim, e a bem da dita sensatez, estabelecemos um número razoável: 100.
Cem eleitos divididos por dez categorias – lojas, joalheiros, criativos, restaurantes, vinhos, hotéis, campos de golfe, praias, negócios, galerias de arte. Cem “candidatos portugueses, de inspiração portuguesa, encabeçados por portugueses, com qualidade inquestionável que ajudem a por Portugal no mapa da excelência, que se limitem a dar corpo a uma excelente ideia ou que sejam, simplesmente, Fora de Série”, como diz a RIN no editorial da revista.
Foi difícil a escolha, mas não podia ser de outra forma. De fora ficou um sem número de nomes, categorias, destinos, grandes projectos que nos enchem de orgulho e que também queremos ver aqui, numa outra edição, num outro número. O 100, talvez... Tinha graça. IQ




Foram 5.100 pessoas ao todo que, no dia da inauguração da exposição “Alexander McQueen: Savage Beauty”, se deslocaram ao Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.
Uma enchente inusitada, jamais igualada por uma exposição de moda. Uma inundação de gente que, de acordo com os registos do MET, só foi superada em 2005, no dia da inauguração da mostra “Vincent van Gogh: The Drawings”, que recebeu 5.400 visitantes.
“Savage Beauty”, que pretende ser uma homenagem ao trabalho do criador de moda desaparecido o ano passado, inaugurou no dia 4 de Maio e vai estar patente ao público até dia 31 de Julho. IQ

São seis, as marcas francesas que integram o TOP10 do sector de luxo do “Brandz Top 100 Most Valuable Global Brands” de 2011, o ranking anual recentemente publicado pela Millward Brown Optimor.
A liderar esta tabela, figura a Louis Vuitton, com valor de marca de 17 mil milhões de euros, representando uma valorização de 23% face a 2010, seguindo-se a Hermès (8,3 mil milhões de euros, +41%), a Gucci (5,2 mil milhões de euros, -2%), a Chanel (4,7 mil milhões de euros, 23%) e a Cartier (3,7 mil milhões de euros, 34%). As restantes marcas a integrar este TOP10 são a Rolex, a Hennessy, a Moët & Chandon, a Fendi e a Burberry.
De acordo com os autores do estudo, “o luxo está de volta, sem desculpas” e “apesar dos norte-americanos e europeus continuarem a evitar o consumismo óbvio, aqueles que se podem dar ao luxo de frequentar as lojas mais exclusivas já nem se esforçam por disfarçar os sacos de compras que apregoam a sua boa fortuna”. Concretamente, os consumidores procuram produtos de qualidade, “bem feitos e com boa durabilidade”, e isto fez disparar as vendas no sector do luxo, ditando a valorização de marcas como a Louis Vuitton e a Hermés”, pode ler-se no relatório.
O ranking global – onde a Louis Vuitton ocupa a 26ª posição – é liderado pela Apple com um valor de marca de 107 mil milhões de euros, fruto de uma valorização de 84%, uma situação que não é de todo alheia ao sucesso de produtos como o iPhone ou o iPad. IQ

2011 é, definitivamente, o ano de Riccardo Tisci. O director criativo da Givenchy já é o homem-dos-sete-ofícios na casa francesa que dirige, tendo a seu cargo as colecções de mulher, alta-costura e ainda acessórios. Foi também ele o protagonista mais falado do mistério da substituição de John Galliano na Dior (e ainda encabeça a lista de candidatos). Deu que falar na cerimónia dos Óscares com o vestido que criou para a actriz Cate Blanchett. E acaba de fazer uma vistosa colaboração com a revista “Visionaire”, da qual foi nomeado curador para o número 60, dedicado ao tema “Religião”. Nem podia ser outro, pois Tiscci recorre a ela como base para o seu trabalho criativo.
A revista, que é de colecção e será vendida por 425 dólares (296 euros), conta com colaborações de personagens tão visionárias como Karl Lagerfeld (não como criador de moda, mas como fotógrafo) ou Carine Roitfeld, a ex-editora da Vogue Francesa, que posou para Lagerfeld. Kate Moss, Franca Sozzani, da Vogue Itália, e o fotógrafo Helmut Lang são presenças também nesta edição da revista. Vem numa caixa de madeira e a capa, rígida, encadernada a couro preto, faz mesmo lembrar a Bíblia, com as suas 228 páginas. Sai em Junho e estará disponível em livrarias seleccionadas, no site da "Visionaire"… e nas lojas Givenchy, claro. RIN

Um vídeo que serve para celebrar dois momentos: o lançamento do Net-a-Porter TV e o “Bag Guide” para o Verão de 2011. Em menos de um minuto, o site de moda apresentada cerca de trinta carteiras que vão marcar a estação e surpreende com uma trilha sonora insólita, feita com sons produzidos através de metais, zíperes, botões e fechos dos acessórios. Um trabalho diferente e um guia essencial, onde entram carteiras de marcas como Bottega Veneta, Jill Sander, Versace, Lanvin, Stella McCartney, Chloé, Valentino e muitas outras, todas à venda no Net-a-Porter, claro. AFA

John Galliano continua a dar que falar. A poucos dias de ser ouvido em tribunal por acusações de anti-semitismo, o antigo criador de moda da Casa Dior voltou a ser notícia, depois de ter despedido o seu advogado Stéphane Zerbib.
Como se um processo judicial envolvendo o seu nome não bastasse, decidiu ir mesmo para a frente com uma queixa contra o seu antigo representante legal , a quem acusa de ter desviado cerca de três milhões de euros das suas empresas, segundo uma notícia publicada pela “New York Magazine”.
Doravante, é Aurélien Hamelle, do escritório Metzner Associés de Paris, quem toma conta dos assuntos de John Galliano. IQ

As noites do Sky Bar estão de volta, com os seus cocktails coloridos e a sua vista única sobre Lisboa e o Tejo. O bar do restaurante Terraço, no último andar do Hotel Tivoli Lisboa reabriu no dia 1 de Maio e promete, uma vez mais, um Verão animado, seja para quem pretende apenas beber um copo tranquilo ao fim da tarde, seja para quem pretende depois esticar a noite com um jantar e boa música.
Entre as novidades deste ano destaca-se o Brunch que, aos sábados e domingos entre as 11h e as 16h, oferece três ementas à escolha: Sky, Rainbow Sky ou Sunny Sky. Já para não falar do habitual que, por 25 euros, inclui entrada, prato principal e sobremesa.
A música está também de regresso, de terça-feira a sábado das 20h às 24h, com os já habituais DJ’s residentes, prometendo muitas noites animadas até ao final de Setembro. IQ

Está provado que a única forma de conseguir que o vestido de uma noiva real não chegue aos tablóides antes dela é manter a costureira na mais profunda ignorância. Foi, ao que consta, precisamente aquilo que aconteceu com o vestido do último casamento real a que assistimos: o do príncipe William de Inglaterra e Kate Middleton.
Segundo a “Us Weekly”, para que a actual Duquesa de Cambridge conseguisse manter a surpresa até ao momento de chegar ao altar foi necessária uma complicada ginástica que obrigou mentir descaradamente à grande maioria dos membros da equipa do atelier de Alexander McQueen que trabalharam no vestido.
Apenas Sarah Burton, a directora criativa da marca e um o escasso número pessoas, conheciam o segredo. Mas, por via das dúvidas, todos eles tiveram de assinar um acordo de confidencialidade. Aos restantes inocentes foi apenas dito que o vestido fazia parte do guarda-roupa de um filme de época – uma meia verdade, se encararmos o evento na perspectiva da cobertura mediática de que foi alvo. E é que nem mesmo a fitinha azul que, por gentileza, foi cosida no forro do vestido para que a futura princesa tivesse direito a ‘something blue’ (parece que ninguém se lembrou do anel de noivado) teve o condão de levantar suspeitas. IQ

Um ano depois da sua inauguração o Chiado Unique muda de nome. O restaurante da criadora de moda Fátima Lopes vai passar a chamar-se Faces in Chiado, um ‘rebranding’ que teve a ver com a política de expansão e internacionalização da marca Fátima Lopes / faces.
Com o novo nome surge a nova carta Primavera- Verão 2011, a cargo do ‘chef’ João Simões, que tem como principal atracção o menu degustação “prêt-a-porter”. Seis pratos, por apenas 25 euros, que prometem renovar-se duas vezes por mês.
O conceito Faces in Chiado terá continuidade muito brevemente com a próxima abertura do bar Faces in Bairro Alto. IQ

Enquanto aguardamos serenamente que chegue o próximo dia 25 de Maio, data marcada para a cerimónia de entrega dos prestigiados Prémios FIFI, considerados os Oscars do mundo da perfumaria, a Fragrance Foundation, responsável pela atribuição dos mesmos, já levantou um pouco o véu sobre aquilo que se irá passar no Lincoln Center, em Nova Iorque. Da longa lista de nomeados já se conhecem, pelo menos, três galardoados: Halle Berry, Fergie e Jean Paul Gaultier.
A actriz, responsável pelo lançamento de Halle by Halle Berry, em 2009 e de Pure Orchid, o ano passado, irá receber o prémio ‘Fragrance Celebrity of the Year’. Já a cantora norte-americana irá receber o reconhecimento pelo seu primeiro perfume, Outspoken, distribuído pela Avon, com o prémio ‘New Fragrance Celebrity of the Year’.
Naturalmente, o consagrado designer de moda, que se celebrizou no mundo dos perfumes com fragrâncias como Classique, para senhora, ou Le Male, para homem, só poderia ter à sua espera um prémio de carreira. O FiFi Hall of Fame Award de 2011 será pois entregue a Jean Paul Gaultier. IQ