A poesia, bem como a arte, pertencem ao universo das iguarias. Que o diga Ana Vidal, a quem devemos o livro “A Poesia é para Comer” que, em 2007, venceu o Gourmand Cookbook Award na categoria ‘Best Food Literature Book’.
Sob um título que toma de empréstimo um verso de Natália Correia, esta obra, que acaba de ser publicada pela Babel, desenvolve-se de uma forma original abraçando, em simultâneo, o mundo da poesia, da arte e da gastronomia. O livro parte de uma selecção de poemas de 80 autores lusófonos, cada um associado a uma receita original expressamente criada para o efeito por ‘chefs’ como José Avillez, Luís Baena, Henrique Sá Pessoa ou Maria de Lourdes Modesto e a uma obra de arte assinada por artistas como Vik Muniz, Lígia Clark, Portinari, Julio Pomar ou Joana Vasconcelos.
A obra divide-se em seis capítulos temáticos que vão dos “Prelúdios Inspirados” (entradas) aos “Néctares dos Deuses” (bebidas), passando pelas “Boas Companhias” (acompanhamentos), pelos “Presentes do Mar” (peixes), pelos “Prazeres da Came” (carnes) e, claro está, pelos “Finais Felizes” (sobremesas). IQ